Devaneios da Nathy

Incompleta

Incompleta

Ela teve um dia cheio, na verdade ela estava cheia. Cheia de dores, lágrimas, ela estava a ponto de desabar. Faltava muito pouco para isso acontecer. Ela nunca tinha se permitido amar, ela criou um bloqueio, simplesmente não deixava ninguém ficar ao seu lado mais de uma vez, não dava telefone para os que insistiam,e sempre mentia o nome para os que não a interessavam. Ela só se deixava amar as coisas a sua volta apenas objetos, lugares e pessoas a quem poderia contar com a amizade apenas. Ela guardava muito consigo, nunca se permitiu sentir as tais borboletas no estômago, e olha que lá no fundo ela morria de vontade de um dia ter tal experiência. Ela via filmes românticos e acreditava que aquilo nunca sairam das telas do cinema. A menina era incompleta, ela era sozinha mesmo sem admitir isso para ninguém, ela era só. Nutria sim sentimentos relacionados ao amor, guardava pessoas em um cantinho no lado esquerdo do peito, mas havia mais espaço, faltava a peça principal. Um dia quando a menina menos esperava ela encontrou alguém, alguém que ela jamais pensou encontrar. Ela se permitiu, ela deixou o amor entrar, ela o acolheu e aprendeu a conviver com ele. Mas a menina nunca imaginou que amar podia ter seu lado negativo, que as vezes podia arder, ela nunca imaginou que choraria por alguém, ela achava clichês demais. Mas hoje por exemplo a menina derrama algumas lágrimas, ela finalmente se rendeu ao amor.