Devaneios da Nathy

Reconnecting

Reconnecting

Resolvi me desligar, é isso mesmo, me desliguei. Puxei a tomada, joguei longe. Perdi! Me perdi. To fora de orbita, fora do ar, perdi os sentidos, perdi a cor. Preto no branco, sem vida, apagada, fora de foco. Escureceu. Cadê? Cadê a energia? Cadê a luz? Onde esconderam a extensão? Preciso me religar, preciso de cor, colori de todas as formas, misturar aquarela, guache, tinta óleo (…). Preciso ser, praticar o verbo viver, conjuga-lo para ir adiante. Preciso me achar, antes que me religuem. Preciso ordenar os sentidos, reorganizar as ideias, orientar os sentimentos. Na realidade eu preciso me encontrar nessa bagunça que me dominou, reavaliar os conceitos, apagar as falhas, reconstruir histórias, jogar fora lembranças e pessoas indesejáveis. Dar um basta! Impor regras. De agora em diante vou prestar mais atenção ao que adiciono na minha bagagem. Vou prestar mais atenção em mim, me colocar na frente, ligar o 220w. Sem medo de um novo curto-circuito, me arriscar. E talvez, apenas talvez assim a energia nunca mais falhe.

Devaneios da Nathy

Do Avesso

Do Avesso

E aí você sente, chora, sorri, corre, e vai achando que vive. Vai tentando viver. Vai se descobrindo nos tropeços, vai se encontrando nos desencontros, vai sorrindo nos dias tristes. Vai se descobrindo aos poucos, pelas beiradas, pelo avesso. Avesso esse que muitas das vezes se torna seu lado certo, sua face de verdade, a que te faz cair na real, a que você esconde e maquia muitas vezes, a emocional, que deixa o coerente de lado e se deixa levar pelo coração, a sua essência. A que poucos conhecem e os poucos que te enxergam avessamente, são os diamante que você cultivou ao longo da caminhada, são os que te entendem e não te julgam, eles só te dão conselhos. E aí eu me pergunto se ser avessa é uma doutrina ou apenas uma concepção? Ou é apenas o meu eu que o mundo não conhece. Será a porta trancada a sete chaves? A porta que eu escondo de mim mesma muitas das vezes? Por medo de me deixar levar? Por medo de me arriscar e ser feliz desse jeito torto e certo? Pois bem não se deixe levar apenas pelo seu consciente, deixe a vida te bagunçar e te virar ao avesso, deixe seu coração falar mais alto e sempre o coloque na frente, você vai tomar uns bons tombos no caminho, a se vai, mais não tenha medo, há remédio para tudo, até para as dores de amor, eles demoram a fazer efeito algumas vezes, mais a dor passa, e algumas cicatrizes às vezes são necessárias para nos tornar o que somos e o que seremos no futuro.

Devaneios da Nathy

More love please

More love please

Eu queria amor. É eu queria amor, sempre quis, mas nunca deixei que ninguém soubesse desse meu desejo louco. Medo? Talvez tenha sido medo sim, ou ainda é. Sempre fui muito cautelosa em tudo que fiz ou vou fazer, sempre tive receio de fazer escolhas erradas, ou de machucar pessoas que não tinham nada haver com as minhas indecisões ou frustrações. E o desejo do amor, continuou ali, às vezes um pouco mais quieto outras um pouco mais sufocante… Fui colhendo o amor aos poucos. Colecionei amigos, alguns machucados no meio do percurso, mas nada que me fizesse desistir. Eu queria mais, eu queria quebrar a barreira da insegurança, eu queria deixar a porta aberta, sem receio do que passaria por ela. E aí a música entrou e trouxe com ela um convidado especial, é o tal do amor finalmente chegou. Como foi bom o receber, como foi gratificante o ter por perto, ah se eu soubesse que era tão bom eu teria o encontrado antes. Mas não era o bastante, eu buscava mais queria compreender o amor de todas as suas formas, queria sentir todos os seus lados, e aquele que habitava em meu peito não era o suficiente, era bom? Sim, era não, é bom, não tenho porque reclamar, mas não supria todas as minhas necessidades, porque às vezes ele oscilava às vezes ele se deixava afetar, e isso de certa forma ia me enfraquecendo… Eu aprendi tanto com esse sentimento, aprendi a não ter medo, aprendi a deixar as pessoas se aproximarem, aprendi a amar de peito aberto sem pedir nada em troca, aprendi a desejar o bem às outras pessoas sem ao menos conhecer, aprendi a dividir minha felicidade, aprendi a compartilhar minhas alegrias… E hoje depois de tanto aprendizado, eu digo que estou conhecendo a outra face do amor, aquela que aquece que irradia que traz segurança. Estou satisfeita, estou com a quantidade certa dentro do peito, não quero perder, quero encontra, quero aprender mais, quero sentir mais… Porque o amor, ele sim muda o mundo!