Palavras que ferem a alma, são como cactos ferindo suas mãos. Elas dilaceram sentimentos e fazem sangrar seus sonhos. O vermelho vivo escorre por entre os dedos, deixando marcas profundas na pele – e no coração. Difícil é conseguir viver a sombra disso. No canto da mesinha, onde há minha coleção de vasinhos com cactos de todas as espécies e tamanhos, eu guardo as palavras proferidas que me fizeram adoecer. Com eles estão todos os sentimentos e sonhos, um dia tão vivos em mim. É com eles que me vejo agora.
– Luana C.