O mesmo filme de sempre, o mesmo do ano anterior.
O peito estufado, as mesma angústias, os mesmos medos, e os mesmo sonhos.
Tudo ali novamente como um dejavú, tinha sim algumas mudanças;
O lugar era diferente, o abraço era mais acolhedor, era doce, era novo.
Não tão novo, mais ali, naquela hora era, era a primeira virada juntos.
Mais ainda assim a menina sentia o peito doer, as lágrimas queimavam a face ao mesmo tempo que o céu se iluminava com a beleza dos fogos.
Ela que sempre contava os segundos para a chegada do novo, agora sentia medo.
Se sentia frágil, confusa, sem saber porque algo novo lhe incomodava tanto.
Talvez fosse só isso, receio do que possa acontecer no futuro, M E D O de não ser boa o bastante, de não ser capaz, de não agradar, de não servir.
Lá estava ela de novo, uma menina indefesa apenas com medo da vida.