


Esquecer!
Ta aí uma palavra bem difícil de ser lembrada.
Não se esquece aquilo que se lembra, e nem se apaga aquilo que se quer.
Mais com você foi diferente.
Foi na marra mesmo.
Achei que iria ser um desafio enorme, que iria ser quase impossível, e sabe o que eu percebi?
Foi fácil.
Mais fácil do que eu imaginava, e sabe porque?
Porque eu descobri que eu não precisava só de você, e não era tudo só por você.
Eu percebi que eu precisava era de mim, era só isso que faltava para eu deixar você para trás.
Precisei te esquecer para voltar a lembrar quem eu sou.
Desafio 3: O esquecimento
Por: Nathalya Monteiro

Foi ao acaso, não havia nada planejado. Lembro que era uma noite quente, as estrelas iluminavam o céu, era novembro ou dezembro não me lembro muito bem. Estava voltando para casa, cansada, sem maquiagem alguma no rosto, os pés doendo e o estômago roncando. O transito estava infernal, já havia se passado 30 minutos e o ônibus continuava no mesmo lugar. Eu já estava irritada, então decidi ir andando. Não estava nem na metade do caminho, mais pensei que seria mais rápido ir a pé, mesmo sabendo que chegaria quase morta em casa. Tirei os fones da bolsa, coloquei nos ouvidos e dei o play. Pronto já não estava mais irritada, apenas cansada, e assim segui minha jornada. Achei que nada mais poderia me ocorrer, eu só pensava em chegar em casa, tomar um banho quentinho e me jogar debaixo das cobertas. Engano meu, havia algo ainda no caminho me esperando. Eu já estava na metade de meu trajeto quando a avistei. Era enorme, toda de vidro, meu coração bateu mais forte a cada passo. Quando a alcancei fiquei maravilhada, não tirava os olhos dela, cada detalhe, cada característica. Eu não podia ficar só olhando, eu queria mais, queria levá-la comigo. Mais não podia, queria morar ali, mais não devia. Então entrei, vasculhei, vasculhei e encontrei um pedaço seu que iria me preencher. O folhe-ei por minutos até ter a certeza que era dele que precisava. Levei até uma parte sua onde, podemos adquirir seus ‘pedaços’. Uma menina me atendeu, me entregou, agora, o meu pedaço e me desejou boa noite. Quando a deixei o transito já estava menos caótico, tomei outro ônibus e logo cheguei em casa. Agora eu não desejava só uma banho quente e minhas cobertas, eu deseja te conhecer, e o foi o que fiz. Passei a madrugada lendo suas páginas, e ali naquele momento eu descobri uma nova paixão.
Desafio 1: O Começo
Por: Nathalya Monteiro

Olá gente!!!
Não sei se vocês lembram, mais no início do ano foi criado esse desafio de escrita chamado Poem a Day. Eu até participei mais não consegui concluir o desafio, que nada mais é que postar 1 texto por dia com o tema sugerido.
Eu acho um dos melhores desafio de escrita que já vi em blogs, e espero mesmo conseguir concluir esse desse mês. Como podem ver estou atrasada 3 dias hahaha porque não estava sabendo, mais mesmo assim vou participar e postar ainda hoje esses textos em atraso.
Para quem não conhece o desafio e quer participar vou colocar as regras aqui ok? E gente vamos participar que ainda da tempo e é muito legal mesmo!!!
ONDE PARTICIPAR
♥ Instagram: Tudo bem, você não pode postar um texto diretamente no Instagram, mas você pode postá-lo como legenda de qualquer foto ou pode simplesmente tirar um print do seu texto (ou de uma parte dele) e postar por lá junto com um link para conferirmos o texto na íntegra. (Tudo sempre com a hashtag #PHpoemaday).

Ainda sinto o cheiro do bolinho de chuva vindo da cozinha.
Ainda ouço o barulho da água, vindo do rio.
Ainda tenho as roupas manchadas de barro.
Ainda guardo as bonecas nas prateleiras.
Ainda tenho aquele primeiro ursinho que ganhei, surrado, velhinho.
Ainda sei pular corda e amarelinha.
Ainda escuto os vinis da turma do balão mágico.
Ainda rezo todas as noites antes de dormir, como minha mãe me ensinou.
Ainda guardo os cortes e colagens que fazia no maternal.
Ainda carrego as doces lembranças da minha infância dentro do peito.
Desafio 8: Infância

Estava sentada no chão, a minha frente havia uma estante repleta de velharias. Aquele lugar me remetia ao passado, e eu não conseguia saber o porque dessa sensação. Ás horas foram passando e eu continuava ali, sentada, pernas cruzadas, olhando a estante e seus adereços, demorou um pouco ate eu avista-lo. Ele estava ali, quietinho, solitário em um dos muitos cantos empoeirados. Curiosa como sou o peguei e o guardei na mochila. Sabia que não iria ouvi-lo tão cedo, pois não tinha em casa um aparelho que tocasse um disco de vinil, mais sabia que decoraria meu quarto, já sabia o canto certo onde iria pendurá-lo. Era como se ele estivesse esperando por mim e eu por ele, era o encontro perfeito. Pronto já podia ir embora, já havia conseguido mais um objeto para acrescentar a minha bagagem.
#Desafio 7: Um objeto inanimado

Da minha janela avistei o amor.
Ele era doce, puro, calmo.
Andava devagar, sem presa, sorria para todos que o cruzavam o caminho.
Quando me viu ele parou, sorriu, acenou e seguiu seu caminho.
Eu o observei dobrar a esquina até perdê-lo de vista, só depois decidi fechar as cortinas.
Queria ter certeza que ele havia deixado um pouquinho de si comigo, que sem querer me mostrou o caminho, me deu esperanças.
#Desafio 5: Pela sua janela hoje