Coluna da Luana

E se…

E se nos encontrássemos entre as ruas da cidade, você reconheceria meu rosto novamente? Ou se estivéssemos no parque, livremente em cima de uma bicicleta, com o vento sobrando em nossos rostos, cabelos esvoaçantes, desviando das pessoas a nossa frente, você reconheceria meus olhos novamente? E se nos conhecêssemos de novo, naquela loja de discos velhos e usados, com o cheiro de mofo invadindo nossas narinas e o som da mesma canção penetrando em nossos  tímpanos e chegando ao cérebro, você reconheceria minha voz novamente? Se os anos não estivessem sido tão cruéis conosco, você ainda estaria deitado no meu sofá, numa tarde de domingo, com a barba para fazer? Mas se eu não tivesse sido tão rude, você ainda faria as mesmas coisas, que fez para me ver feliz? Estaria do meu lado, como quando cortei o dedo preparando nosso jantar, ou quando cortei meu cabelo igual ao teu?

Costumávamos, na maior parte do tempo, rir do vento que invadia a sala de estar e espalhava nossas fotos sobre a mesa. Gostávamos de ficar acordados até tarde, com meia luz no quarto. Era assim que nos abríamos um com o outro…

Mas o tempo foi gastando nossa amizade. Era como se centenas de serpentes nos rondassem a todo tempo. Era preciso tomar cuidado para não entrar em nenhum labirinto secreto, da nossa sala de estar. As palavras que antes curavam, agora doíam mais que dezenas de facas entrando por todo seu corpo, e te matando aos poucos. Mas o silêncio foi crucial. Foi ele quem calou nosso amor de vez.

Daí me pergunto: se você ainda estivesse aqui, como eu estaria? Feliz, triste, alegre, deprimida, eufórica, tensa, solitária… Ai me vem outras perguntas: e se nos conhecêssemos novamente, escreveríamos a mesma história ou mudaríamos algum ponto final, ou colocaríamos uma vírgula em outro lugar? E se o final não fosse o final, teríamos uma nova chance e você reconheceria os meus sentimentos, novamente? E se a culpa fosse minha, você voltaria a viver na nossa montanha-russa particular, sem pensar o que os outros acham sobre isso? Você estaria aqui novamente? E se eu cantasse para você, você deitaria no meu colo chorando como fez centenas de vezes? Você saberia me amar, como amou? Mudaria seu nome, para que pudéssemos fugir para um lugar onde pudéssemos infringir todas as leis, só para estarmos mais perto do céu? E se eu fosse a princesa que você tanto queria, você estaria me esperando em cima de um cavalo branco, na porta de casa? E se… E se eu dissesse que ainda te amo, você tocaria a campainha, como está fazendo?

Devaneios da Nathy

“Nada é pra sempre, vamos zerar e recomeçar (…)”

Demonstro amor quando sinto, escancaro para todo mundo ver. Não tenho vergonha de mostrar, nunca tive. Distribuo sorrisos, abraços e afagos.

Mas me fecho quando sinto dor. Proteção? Talvez… Não gosto da sensação de todos a minha volta querendo saber se to bem, se vou ficar bem.

Para o mundo todo eu to bem sim, foi só um tombo, já passei mertiolate e já vai cicatrizar.

Mais lá no fundo, eu não to bem não. Ta doendo para cacete. Os remédios nãos estão adiantando. E vai demorar muito para cicatrizar. Mas não vai ser para sempre, não vai matar. Como eu disse foi só um tombo, dos grandes, mais não dos piores.

Não posso me enganar, tenho plena certeza do que sinto e do quanto ta sendo dolorido todas essas marcas que ficaram. Mas já dizia os sábios, o tempo cura tudo. Todas as dores, todas as feridas. Então eu deixo nas mãos do tempo, deixo que ele cure tudo isso, e peço para que ele seja rápido. Porque não sou dessas de ficar mal por muito tempo não, quando cura, já era. To pronta para outra.

E por enquanto eu fico com o sorriso no rosto, porque ninguém precisa ver minhas lágrimas.

 

Nathalya Monteiro

Resenhas!

Resenha da Semana: Se eu Ficar

resenha da semana

 

Hey Pessoal!!

Como disse na semana passada vou fazer resenhas das minhas próximas leituras. E vou começar pelo primeiro livro da minha listinha de desejados do mês.

Li esse livro em mais ou menos 4 dias, de tão intensa e gostosa que a leitura é. Nunca fiz nenhuma resenha, essa está sendo a minha primeira, então me deem um desconto hahaha.

Para quem ainda não sabe, este livro deu origem ao filme de mesmo nome que será lançando na próxima semana aqui no Brasil. Confesso que me interessei pela leitura por sua sinopse e pela capa que me encantou, só depois vim descobrir que o mesmo viraria filme. Me contive para não correr e ver o trailer, porque queria ter todas as sensações da leitura e ser surpreendido pela mesma. Então meio que aconselho vocês a lerem antes e depois ver o filme, eu pelo menos sempre prefiro esta ordem haha.

O livro narra a História da adolescente Mia, que em uma passeio com a família de carro, sofre um acidente e fica em coma. A história é narrada pela própria mia, que ao entender o que houve naquela manhã, vai contando fatos de sua vida, e nos apresentando as pessoas que habitam seu coração. E aos poucos ela vai nos contando seu medos, suas dores. O fato de não se achar boa o suficiente para todos a sua volta. Ela nos apresenta também a sua paixão pela música,e como a mesma a ajudou em diversas situações de sua vida.

Se eu ficar é um livro de história curta e emocionante que mostra medos e desejos de uma adolescente de alma velha.

É livro que nos faz perceber que estar vivo é um desafio, que é bem mais doloroso do que estar morto.

se eu ficar

 

 — Eu estava conversando com Liz e ela disse que talvez voltar para sua antiga vida seja doloroso demais, que talvez seja mais fácil para você nos apagar. E isso seria uma droga, mas eu faço. Eu posso perder você dessa forma se eu não te perder hoje. Eu te deixo ir. Se você ficar.

Dados do Livro

Titulo: Seu eu ficar

Autor: Gayle Forman

Editora: Novo Século

Páginas: 224

Classificação: 5/5 estrelas

É isso espero que tenham gostado. E aí alguém já leu? Ou tem vontade de ler? Me contem nos comentários 🙂

Beijos

e até a próxima =*

Resenhas!

Next Readings!!

 

NEXT READINGS

Hey!!!

To meio sumida daqui, mais prometo aparecer mais e com novidades. Resolvi todo mês postar minhas próximas leituras e espero conseguir fazer resenhas dos livros depois que terminar, será que consigo??? hahaha

Então vou postar 5  livros que quero ler este mês, a idéia é so compartilhar meus desejos literários e saber o de vocês rsrs,  inclusive já terminei um rs, e semana que vem já terá resenha aqui :)!!!

Let’s Go!

1) Se eu Ficar – Gayle Forman

 

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

2) Invisível – David Levithan & Andrea Cremer

Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.

3) Cartas de Amor aos Mortos –  Ava Dellaira

Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

 

4) A Menina que não sabia ler Volume 2 – John Harding

Um acidente de trem. Uma identidade trocada. Os detalhes poderão mudar o rumo dessa história… Depois de viver presa num mundo obscuro, assustador e sem palavras em ‘A menina que não sabia ler’, a pequena Florence viverá uma nova e misteriosa aventura onde nada é realmente o que aparenta ser e todos podem se tornar inimigos em potencial. Mas onde ela encontrará uma saída? Um aliado?

 

5- A vida do Livreiro  A.J. Fikry – Gabrielle Zevin

Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

 

E aí já leram ou gostariam de ler algum desses? Comentem o que acharam 🙂

=*

Coluna da Luana

Colhi flores pelo caminho

 

large (10)     Durante muito tempo, eu passeava por caminhos onde não haviam  flores. Foram tempos dificeís. Minha  mente era bombardeada por  milhões de   pensamentos -bons e ruins – e tudo parecia não dar certo.  Parecia  que eu estava jogada num canto, sem nenhuma vela a me  iluminar. Vivia nas melodias melancólicas, dos meus  artistas favoritos, com medo daquele frio nunca passar. E por mais escuro que fosse, por mais que as olheiras fossem fundas e meus olhos afundassem nelas, havia esperança. Esperança que me invadia e me fazia acreditar que bons ventos trariam as boas novas, assim, sem avisar, sem mandar um recadinho básico dizendo: “olha só, tô chegando na sua vida, viu?”. E foi assim que aconteceu. Minha vida floreceu. A felicidade se instalou aqui dentro, do meu peitinho -agora- quentinho e resolveu passar uma temporada por aqui. Tá sendo tão bom, que o medo de pertercer a tristeza, uma vez entoada nas minhas músicas favoritas, desapareceu. Ainda há muito medo -muito mesmo-, mas com o tempo tudo vai passar e aquilo que hoje me paralisa, amanhã me fará encarar as coisas e situações com naturalidade.

Acredite nos dias melhores. Acredite no tempo ao tempo. Acreditar, essa é a chave de tudo!

Devaneios da Nathy

Você por aqui? De novo??? ….

 

A saudade arrebata, ela chega sem avisar, não bate na porta, não pede licença para entrar. Ela simplesmente entra. Não quer saber se você pode recebê-la ou não, se você tem algo para oferecer, ou se você ao menos está em condições de receber alguém. Não interessa, não para ela, ela só quer entrar. Ela só quer te tirar o seu sossego, trazer de volta o que você achou que tivesse escondido ou bem guardado. Ela vem para mostrar que não adianta tapar buraco, um dia ele vai abrir, não tem jeito.

E quando ela chega, eu me perco. Tudo que eu achava que estava em ordem, vira uma bagunça em segundos. É como se eu estivesse abrindo uma caixa de recordações, vem tudo a tona. Os sonhos, as fotos, as horas, os dias, as risadas, os abraços, as pessoas, tudo. A minha vontade é de poder entrar naquela caixa junto com todas as lembranças, poder reviver tudo de novo. Mas não dá, já passou, o tempo acabou o meu tempo acabou.

Mas a saudade não entende isso, e então eu a ofereço um chá com biscoitos. Sento no sofá e a deixo bagunçar não só a minha sala de estar mais também a minha vida, nem que seja por 5 ou 15 minutos. Eu deixo por que sei que não há como lutar contra ela. Então me rendo logo para ser mais rápido e menos doloroso.

E assim eu vou a alimentando e revivendo tudo que me trás saudade, tudo que me tira lágrimas e sorrisos ao mesmo tempo, tudo o que me faz ser o que sou hoje.

Coluna da Luana

Script

Acordei, assustada, certa noite. Eram os olhos mais fascinantes, que eu já vi. Eram grandes, expressivos, e com um tom de azul, que lembrava o céu no seus extremos. Eram três e quarenta sete da manhã, e sono não havia mais. Como poderia perder o sono, por causa daqueles olhos, que invadiram minha mente, durante a noite e penetraram em meu coração, fazendo-o bater como uma bateria de escola de samba?

Virava para o lado, no intuito de pensar em outras coisas ao fechar os olhos. Mas não conseguia.  Era como se fosse uma foto, por dentro das minhas pálpebras. Comecei a pensar se aqueles olhos, realmente, existiam e se existiam, onde estavam aquela hora, da madrugada. Dormindo? Festejando? Morrendo? Um zilhão de perguntas me tomaram a essa altura, mas uma me fez pensar até o Sol amanhecer: será que os mesmos olhos azuis, viram os meus olhos castanhos, em seus sonhos, essa noite? Não seria possível. Era apenas a minha imaginação, um amigo ou um namorado imaginário, que minha mente me deu de presente naquela noite. Só isso!  Mas eu tinha uma certa dúvida.

Quando olhei para o relógio, já eram sete e meia da manhã e estava na hora de levantar. Eu trabalhava em um café, no centro da cidade. Era um café grande, bem movimentado e muito bem frequentado. Tive um namorado, na época da escola, que sempre me levava lá. Adorava passar as tardes conversando com ele,  rindo dos pés que passavam na calçada. Eu amava aquele mundo, que ele havia criado para mim. Mas acho que ele não gostava muito… Então nos separamos e passado uns dois meses, comecei a trabalhar naquele café. Confesso que no começo, eu estava ali apenas para recordar, as boas lembranças que tinha dele, mas agora a situação era outra: necessidade.

Pelo grande ato de arrumar-se (tomar banho, secar o cabelo, maquiagem, colocar o uniforme) acabei-me esquecendo daqueles olhos. Fazia o trajeto de casa para o trabalho, andando. Observar os sapatos das pessoas, os cabelos esvoaçantes das mulheres e as gravatas engraçadas dos homens, acabava me distraindo. Tudo não dura mais do que vinte minutos.

Nesse dia, cheguei atrasada. Mas por sorte, o café estava com pouco movimento, aquela manhã. Então comecei a arrumar o lugar. As mesas, que eram inspiradas nos cafés americanos, os canudos no balcão, limpar o chão… Realmente, naquela manhã, estava tudo meio morto, demais.

Depois do meio-dia, começou um movimento, mas foi às três e quarenta e sete, daquela tarde, que tudo aconteceu. Estava na máquina de café, preparando um latte, quando ele entrou. Barba, cabelos nem curtos e nem muito compridos, no meio termo. Sorriso largo, pescoço comprido. Franzi a testa, como se estivesse forçando a mente, para lembrar-me da onde eu conhecia aquele estranho familiar, que acabara de entrar. Não conseguia lembrar, também não conseguia parar de olhar –café transbordando pela xícara e queimando minha mão. Fiz um movimento com a mão, igual quando alguém está com a mão ensopada de água ou algum líquido, faz. Limpei a porcalhada que havia feito e levei o latte. E foram aqueles metros que separam, a mesa do cliente e o meu posto (atrás do balcão), que algo fantástico aconteceu. Enquanto eu voltava para o balcão, senti uma pessoa cutucar meu ombro, dizendo “moça!”. Com o canto dos olhos, enxerguei uma mão e vagarosamente, virei a cabeça. Nesse momento, meus músculos paralisaram. Minha respiração ficou ofegante e meu coração bateu mais forte, do que naquela madrugada.

– Os olhos!  -falei olhando fixamente, para eles.

O café estava cheio, nessa hora, mas parecia que só havia nós, no meio do salão. Senti que ele também ficou com a mesma sensação que eu. Era estranho, pois senti sua respiração ofegante, e não precisei me aproximar para sentir seu coração, pulando dentro de seu peito. Era como se o destino, tivesse me avisado naquela noite, que meu dia mudaria do nada como mudou, com a entrada daquele moço no café.

Percebi que seus músculos, também ficaram paralisados, como os meus. Mas vagarosamente, levantou as mãos. E as mesmas, que antes  estavam paralisadas, agora estavam em meus cabelos.

– Estranho! -falou passando a língua pelos lábios. Seus olhos! Sonhei com eles, essa noite. Você pode me achar um louco, mas eram eles  -fez uma pausa- aliás, é você a menina com quem eu venho sonhando, há alguns dias.  –passando as mãos em meu rosto, continuou- E eu achando que era só a minha imaginação. Fiquei com a sua fisionomia durante dias, em minha mente. Não consigo acreditar, que você é real!

– Eu também, não consigo acreditar, que você é real. -falei abaixando a cabeça.

– Como assim?

– É inacreditável, mas eu sonhei com seus olhos essa noite também. Até perdi o sono, pensando neles. Como é possível isso? Lembro que no sonho, eu sentia uma coisa muito forte por você, mas você me deixava e eu não sabia o porquê.

– Já no meu, era você quem me deixava. Eu corria para te alcançar, mas você sumia no meio de uma nevoa.  Mas agora, eu consegui te achar.  –escancarou um sorriso largo para mim.

Ele me puxou para perto e me beijou. Nos beijamos. Eu e e aquele par de olhos azuis, que me consumiu a noite toda.

Todos no café, bateram palmas para a nossa cena. E batem palmas até hoje, quando no meio do expediente  aquele moço chega com um buquê de rosas vermelhas, para mim e se declara no meio de todos. Ele diz que ainda vive aquele sonho, que um dia nos uniu. Foi como se estivesse escrito, num script.

Coluna da Luana

Até breve!

“Seus dedos entrelaçados com os meus, já não tem mais o mesmo sabor. As juras de amor ao pé do ouvido, já não são mais excitantes como antes. As trocas de olhares e os sorrisos, à cada dia mais forçados, veem me desgastando aos poucos.

Te ver sorrindo junto à outra garota, já não me importa mais. Fico feliz por você estar rindo. Fico leve, por você ainda rir.

Mas dai você me olha, e sussurra um “eu amo você” e eu sinto paz. Eu ainda o amo, mas sinto que estou desprendendo-me de você.

Ando precisando de espaço, e uma caderneta para pôr minhas ideias e meus pensamentos no lugar. Sinto que chegou a hora do tal “adeus”, embora eu ainda o ame muito.

Ser eu, estar com as pessoas que me fazem bem. Ir aos lugares que reneguei quando você chegou. Voltar ao início. Recomeçar…

Sinto muito se não fui quem você sempre quis. Se eu gostava de molho à bolonhesa e você de molho rosê. Sinto muito, sweetheart!

Você costumava me dizer que as coisas sempre vão, mas também sempre dão um jeito de voltar… Quem sabe, se você ainda tiver disposição, eu não volte? Mas por enquanto, eu preciso ir. Preciso me reencontrar, me preencher…

Obrigada por todos os abraços que precisei, por todas as palavras que implorei. Você é maior do que todo o sofrimento, aguente firme!

“(…) You’ve already won me over in spite of me

Don’t be alarmed if I fall head over feet

Don’t be surprised if I love you for all that you are

I couldn’t help it

It’s all your faults (…)”

Devaneios da Nathy

Puzzle heart

quebra cabeça

 

 

Minha cabeça gira, gira, gira e o pensamento volta em você.  Meu coração está igual a um quebra-cabeça, a procura das peças certas, a procura das suas partes certas. Ta faltando carinho, ta faltando atenção, ta faltando afeto, ta faltando você. Cadê tudo isso? Porque você não vem logo? E vem inteiro de uma vez, sem ser em partes. Não aguento mais nada pela metade. Ou me entrega um livro completo, ou não me mande apenas trechos. Não quero mais essa vida de “pode ser” ou “tanto faz” quero o com certeza, quero ter certeza. Deu para entender meu bem?  Então junta tudo isso e completa logo esse quebra-cabeça que habita meu peito, acha logo essas peças e vem voando de preferência, por que se demorar mais um pouco, nada mais vai se encaixar.

 

– Nathalya Monteiro

Coluna da Luana

Meus olhos são para você, mas seus olhos são para mim?

                           Leia a narração à seguir, ouvindo Nicest thing (logo abaixo)

large (5)

Meus olhos, sempre desejaram os seus. Desejavam aquele olhar arrebatador que deixava ela de pernas bambas e coração acelerado.

O timbre da sua voz encontrando com o meu e entrelaçando nossas risadas, me deixava aflita e fazia do meu peito um show do Olodum. Mas ela te acompanhava de perto, e eu me mantinha fingindo.

Minhas mãos ansiavam pelo seu corpo e cabelos, mas eram as dela que encontravam seu corpo magricela e seus cabelos encaracolados, todas as noites.

Meus pés seguiam o caminho exato aos seus, mas davam meia-volta quando encontravam passos alheios aos seus pelo caminho.

E eram nas noites frias, que eu me encolhia pensando em você. Ficava com saudades dos momentos que eu não tinha tido, ao seu lado. Saudade do que eu poderia ter sentido. Mas era somente você e os olhos dela. As mãos dela. A voz dela. Os passos dela… A vontade e o desejo, transformavam-se em lágrimas de desespero e agônia.

E você sabia tudo: meus gostos, meus sonhos, meus desesperos e meus amores. Só não sabia do meu amor maior: você. Não sabia que eu amava seus pequenos olhos castanhos, suas mãos, seus cabelos, sua boca…

O seu mundo, não tem espaço para mim como ela tem. Mas o meu mundo, tem espaço para você como o dela tem. Mesmo que seus olhos nunca encontrem os meus, sou feliz por você estar presente no meu peito. As angústias estão ai para serem sentidas, mas se o amor é maior… aaaah! tudo vale a pena.

 

 

Beijos e queijos, Luana c.