Devaneios da Nathy

Defects will show

Tem dias que nem nós mesmo nos aguentamos. To mentindo? Aqueles dias que só os erros aparecem. Impaciência, egoísmo, carência, grosseria (…) Todos eles, e nem tem como tentar disfarçar, dizer que não é assim. Porque não é verdade, no final das contas todo mundo é um pouquinho de tudo, os defeitos se misturam as qualidades. O grande problema é conseguir separar. Porque ninguém gosta de dar o braço a torcer. Não é legal ser chamado de chata(o), de grossa ou individualista. Ninguém quer deixar os seus defeitos a mostra, mais lá no fundo sabemos que é verdade, e lutamos contra ela todos os dias, uma batalha interna. Mais chega uma hora que você cansa, abre a porta e deixa tudo passar. Só por um dia, ninguém vai notar, ninguém vai ligar. Puro engano, todo mundo vai notar, todo mundo vai ligar. E esses defeitos só vão te deixar, quando você finalmente aceitá-los e não esconde-los. Mostre-os ao mundo e mostre também que você está tentando, está mudando. As fraquezas existem sim, mais só nós mesmos podemos transformá-las força. Vai desamarra essa cara e encara o perigo de frente, vamos lá comece a mudar a si mesmo para tornar o mundo um lugar melhor.

Devaneios da Nathy

Dipping

Era só mais uma noite comum, os sonhos demoraram a chegar…
Mas a menina se lembra de vagar por diversos lugares até encontrar um que a agradasse.
Ela estava no alto de um penhasco, ao seu redor havia uma floresta, a mata densa e escura, algumas flores habitavam o topo das árvores, mais não era o suficiente para alegrar a paisagem.
O barulho das ondas batendo nas pedras a atraiam, ela gostava de ouvir, era uma mistura mágica e oca, isso a encantou. Ela resolveu ir mais próximo de seu fim, ficou ali naquele pequeno espaço entre a pedra e o infinito mar que a aguardava lá embaixo.
A água verde e turva, as ondas de alinhando ao vento. A menina se sentiu em paz, segura, viva. E então ela resolveu ir … Mergulhou naquelas águas tão profundas, sem medo algum do que pudesse encontrar ao fim.
Ela queria apenas se aventurar, sentir o gosto da água salgada em seus lábios, tentar encontrar luz em meio a imensidão do mar.
Mais de repente a menina se viu presa, ali no fundo, sozinha, não havia cor, não havia luz, não havia gosto, não havia nada. E quando o desespero bateu, ela fechou seus olhos e em questão de segundos, lá estava ela: De volta ao seu quarto, quentinha agarrada a seu travesseiro.
Mais um dos seus devaneios noturnos, mais um dos seus sonhos libertadores e enigmáticos.
A menina por fim decidiu por não tentar desvendá-lo, guardou só a linda paisagem que tinha visto, ela realmente um dia tinha esperanças em encontrar esses lugares tão fantástico que visita todas as noites, e então se virou para outro lado e mergulhou novamente, dessa vez um novo sonho: Calmo? Tranquilo? Sereno? (….)
Devaneios da Nathy

And again the new

2014O mesmo filme de sempre, o mesmo do ano anterior.

O peito estufado, as mesma angústias, os mesmos medos, e os mesmo sonhos.

Tudo ali novamente como um dejavú, tinha sim algumas mudanças;

O lugar era diferente, o abraço era mais acolhedor, era doce, era novo.

Não tão novo, mais ali, naquela hora era, era a primeira virada juntos.

Mais ainda assim a  menina sentia o peito doer, as lágrimas queimavam a face ao mesmo tempo que o céu se iluminava com a beleza dos fogos.

Ela que sempre contava os segundos para a chegada do novo, agora sentia medo.

Se sentia frágil, confusa, sem saber porque algo novo lhe incomodava tanto.

Talvez fosse só isso, receio do que possa acontecer no futuro, M E D O  de não ser boa o bastante, de não ser capaz, de não agradar, de não servir.

Lá estava ela de novo, uma menina indefesa apenas com medo da vida.

Devaneios da Nathy

Dreams never die

Dreams

Dizem por aí que alguns sonhos morrem, que depois de um tempo eles ficam gastos e são substituídos por outros. E eu bem, eu discordo. Pois tenho inúmeros sonhos, alguns já realizados, outros eu continuo buscando e alguns eu mantenho guardados, seguros em um cantinho da memória e do coração.

Na minha humilde opinião, os sonhos nunca morrem, eles fazem parte de você. O que seriamos sem os sonhos? Eu respondo: N A D A

Simplesmente não seriamos nada, é preciso sempre de um motivo, de uma razão, e é por isso que eles existem. São as motivações imaginárias, eles trazem alegria, só pelo fato de poder imaginá-los, de ali naquele pedacinho de nossa memória nós o realizarmos. E quando eles passam do ilusório para o real é ainda mais gratificante, e depois disso ele fica ali registrado para sempre. Para nos lembrar que isso realmente aconteceu, que quando se  acredita se pode  alcançar sim.

Eu já tive milhares de sonhos, eles giram em minha mente a todo instante. Mais eu tive um sonho que foi especial, ele demorou a ser realizado, ele passou de sonho para realidade, e quando isso aconteceu ele se misturou, eu não conseguia mais separar a realidade da imaginação, ele passou a ser a minha vida por um bom tempo, eu vivia em torno daquele sonho daquele amor. Ele me preenchia, ele me alegrava, me fazia chorar,me trazia saudades,  mais acima de tudo ele serviu para eu me tornar uma pessoa melhor, eu passei a acreditar mais, eu passei a amar mais, a amar sem pedir nada em troca, a guardar sorrisos, a arrecadar abraços, a compartilhar histórias e o principal eu guardei as melhores lembranças, eu juntei histórias para contar.

Não digo que ele morreu, eu prefiro dizer que eu o escondi. Eu o escondi de mim mesma, eu o aprisionei em meu peito. E quando me falta coragem, quando me bate uma saudade daqueles dias, eu simplesmente o resgato e as lembranças me preenchem, me alegram, me fortalecem.

Eu vivo nos meus sonhos, eu vivo deles, e acredito que eles vão ser para sempre: passado, presente e futuro.

Devaneios da Nathy

Quando eu disse Sim…

“Eu vi que eu podia mais do que eu sabia
Eu vi a vida se abrir pra mim
Quando eu disse sim”

                                                     – Sandy Leah

        Foi simples assim, apenas pronunciei aquelas três letrinhas. Desci daquela árvore onde eu me refugiava nos dias difíceis, abri a porta que estava trancada por medo, dei adeus para os monstros que se aninhavam todas as noites embaixo da minha cama, me livrei das roupas que estavam empoeiradas no armário, joguei fora as cartas que contavam histórias ilusórias. Fiz uma limpa na minha casa, no meu corpo, na minha alma, no meu coração. Deixei para trás o que não era bom, as peças que nunca encaixaram no tal quebra-cabeça., pintei as paredes, mudei a decoração, mudei de vida. Me desfiz de tudo que me prendia a infância e ao passado, resolvi de uma vez por todas entender que não tinha mais 10 anos.

       As coisa mudaram, não podia mais dormir agarrada a um ursinho de pelúcias, achando que ele ia me proteger durante a noite,e  quando eu acordasse? Ele também ia me proteger das pessoas? Dos problemas? Não era certo colecionar revistas adolescente, enquanto chegava contas para pagar.

       Eu fiz o que mais me doía, eu dei adeus ao passado e finalmente eu disse SIM ao presente, eu disse Sim para Vida eu disse Sim para os meu sonhos!

Inspiração: http://www.youtube.com/watch?v=IxixWSa9dfo

Devaneios da Nathy

A porta da Felicidade

“O amor é um abismo, menina. Você cai e nem percebe que o buraco está dentro de você.”

     -André Wade

E então ela caiu, do mesmo jeito que a Alice, na mesma velocidade, a única coisa diferente era o destino.

A Alice caiu em Wonderland, onde seus sonhos, seus medos e seus devaneios eram reais, a fantasia reinava e toda a dor e angustia ali naquele mundinho não tinha vez. Alice era feliz ali, era só a Alice a menina sonhadora que ouvia um coelho tagarelar e fugia de mais uma vilã dos contos infantis.

E agora eu te pergunto e a menina, onde ela caiu?

A Menina, essa caiu em um lugar que ela mesmo escondia, um lugar onde ela também guardava seus sonhos, seus medos, suas dores. Mais esse lugar era só dela, ela o criou, na verdade ela sempre o teve, só nunca havia o encontrado. Ele tinha seus lados, uma hora era bonito e florido e na outra era escuro e sombrio. A menina preferia perambular pelas flores, era onde ela passava a maior parte do tempo. Mas tinha dias que ela preferia o escuro, se escondia debaixo das névoas e ficava por ali, quietinha e tristonha.

A menina só encontrava as flores quando ele aparecia, ela só era feliz quando ele a encontrava.

Ele? A desculpe não havia o apresentado.

Ele era o amor.

Sim o amor, foi ele que a fez criar aquele buraco, foi ele que a encorajou a encontra-lo, foi ele que a fez vencer seus medos, foi ele que apresentou-lhe as cores, as flores, e era com ele que ela sonhava, era ele que dava sentido ao seu mundo. E era por isso que quando ele sumia que ela ia se escondendo, ela ia murchando.

Porque ele era o motivo, na verdade ele era o caminho.

E ele vai ser para sempre o caminho, basta querer segui-lo ou não, é questão de escolha.

Ou você escolhe a felicidade, mesmo sabendo que ela terá altos e baixos ou, você escolhe a solidão, tendo a certeza que será para sempre somente você, sem nenhuma flor, sem nenhuma cor, sem nenhum motivo.

A menina decidiu seguir o amor, decidiu enfrentar todos os obstáculos que ele carregava consigo, ela seguiu adiante, e fez daquele buraco o seu cantinho de paz, a sua porta para felicidade.

Devaneios da Nathy

Stay alive

Stay alive

E aí eu me pego pensando na vida.
Em tudo o que já fiz, em tudo o que deixei de fazer, e em tudo que eu ainda quero fazer.
E ai no meio de tantas memórias eu me pergunto: Eu fui feliz? Valeu a pena tudo até agora? Falta algo? Tenho arrependimentos? Eu sou feliz?
São tantas respostas para tantas perguntas, é muita história para contar em uma frase, a vida é muito rara e muito bela para virar um mero questionamento.
Mais a mente insiste em saber as respostas, então eu dou a ela o que deseja:
Sim, eu fui feliz!
Valeu e vai continuar valendo, cada tombo, cada erro, serviu de aprendizado e não,
Eu não me arrependo de nada do que fiz e do que deixei de fazer, faria tudo do mesmo jeito sem tirar nem por, pois as alegrias preenchem a alma até agora.
Falta algo sim, falta mais, eu quero mais sorrisos, eu quero amar e amar cada vez mais, eu mais quero alegria, eu quero sempre mais….
E acho que a última pergunta nem precisa de resposta não é?
Ser feliz é um estada de espirito, ou você é ou você não é.
Não tem como estar apenas feliz, você tem que ser, tem que ser completo, nada pela metade funciona.
E aí agora eu te pergunto você é feliz?
Pensa ai, para um pouquinho e faça alguns questionamentos você também, coloca na balança todos os erros, os acertos, as conquistas, as quedas, os sorrisos, as lágrimas, os amores, as dores.
Vai lembra, faz um esforço, e me diga: Ta valendo a pena tudo isso, você está feliz, ou apenas já esteve?
Não deixe esse tempo tão curto passar não, aproveita vai, conquiste a sua felicidade, faça planos, distribua sorrisos, aqueça os corações ao seu redor, deixe sua marca, não vá embora de mãos vazias não.
Você pode conquistar o mundo, é só você querer, você pode alegrar o mundo!
Seja, faça, Viva!

Devaneios da Nathy

A menina e o medo

A menina e o medo

A verdade é que no fundo eu sempre tive medo, e a cada decepção eu perdia um pedaço.
Ao longo dos anos, eu fui ficando cada vez mais perdida, eu era menos, eu era insignificante.
Fui perdendo tudo que era meu, fui perdendo a vontade, fui perdendo os amigos, eu estava me perdendo.
Eu deixei o medo entrar em minha veias, eu o deixei percorrer todo o meu corpo, eu me entreguei a ele.
O medo me dissipou a nada, ele levou tudo embora.
Era medo de ser esquecida, era medo de ser aceita, era medo de não ser amada, era medo de fazer algo errado, e no fim eu não era nada por ter medo de tudo.
Fui me apegando ao que não me machucaria nunca:os livros.
Grande falha minha, porque tudo iria me machucar enquanto a ferida estivesse aberta.
As palavras, as canções, o ar, tudo exatamente tudo conseguia me ferir.
Eu precisava me encontrar, juntar os pedaços, perder o maldito medo de viver.
Eu tinha que me aceitar, conviver com as minhas falhas, concertá-las.
Foi então que eu percebi que tudo aquilo que um dia eu afastei, era exatamente tudo o que precisa para me reconstruir.
Acho que por isso nos dias atuais, as palavras tem tanta força sobre mim, elas expressam tudo aquilo que um dia foi jogado fora, elas contam a minha história.
Talvez agora, depois de ler tanta coisa, eu tenha em fim recuperado a confiança, talvez agora eu tenha compreendido, que o medo sempre vai existir, eu só não posso deixá-lo no controle.

Devaneios da Nathy

Imprisoned

Imprisoned

A verdade é que eu não me permiti seguir, eu não me deixava sair daquele mundinho que criei.
Não me permitia conhecer novos horizontes, respirar novos ares, conhecer outras pessoas.
Eu permanecia ali presa em amarras que eu mesma criei, presa em histórias que nunca sairiam de minha imaginação.
Como sair de uma prisão em que você mesma se aprisionou?
Onde estava a chave? Onde ficava a saída?
Eu me prendi em um lugar imaginando nunca ter que abandoná-lo, mas e agora?
Eu não havia criado uma escapatória para tudo aquilo, eu previ que seria para sempre, mais não foi.
Acho que na realidade nada é para sempre, pode até durar, mais acontece variações no caminho, nas direções, elas podem mudar vez ou outra.
Digo que fiquei horas, dias, meses tentando achar uma solução para toda essa loucura.
Eu queria espaço, eu precisava de espaço.
Eu precisava de um novo começo, abrir um novo caderno, escolher um novo título, novos personagens uma nova trilha sonora.
Eu precisava de um novo caminho.
E foi isso que eu fiz, num piscar de olhos, tudo virou lembrança, bastou eu querer abandonar, foi tão simples.
A vida é muito simples, nós que a complicamos a cada segundo.
Não se prenda em algo que não te faz bem, se um dia te fez, guarde na memória e siga em frente.
Você tem muito o que conhecer ainda, e aprender no decorrer dos anos, não se aprisione em nada, seja livre, colecione histórias, amores, risadas e até mesmo dores, elas nós encorajam, não tenha medo.
Deixe para trás o que não te agrada mais e olhe para frente a vida é assim um eterno perde e ganhe, não se chateie por isso.