Coluna da Luana

Meus olhos são para você, mas seus olhos são para mim?

                           Leia a narração à seguir, ouvindo Nicest thing (logo abaixo)

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Meus olhos, sempre desejaram os seus. Desejavam aquele olhar arrebatador que deixava ela de pernas bambas e coração acelerado.

O timbre da sua voz encontrando com o meu e entrelaçando nossas risadas, me deixava aflita e fazia do meu peito um show do Olodum. Mas ela te acompanhava de perto, e eu me mantinha fingindo.

Minhas mãos ansiavam pelo seu corpo e cabelos, mas eram as dela que encontravam seu corpo magricela e seus cabelos encaracolados, todas as noites.

Meus pés seguiam o caminho exato aos seus, mas davam meia-volta quando encontravam passos alheios aos seus pelo caminho.

E eram nas noites frias, que eu me encolhia pensando em você. Ficava com saudades dos momentos que eu não tinha tido, ao seu lado. Saudade do que eu poderia ter sentido. Mas era somente você e os olhos dela. As mãos dela. A voz dela. Os passos dela… A vontade e o desejo, transformavam-se em lágrimas de desespero e agônia.

E você sabia tudo: meus gostos, meus sonhos, meus desesperos e meus amores. Só não sabia do meu amor maior: você. Não sabia que eu amava seus pequenos olhos castanhos, suas mãos, seus cabelos, sua boca…

O seu mundo, não tem espaço para mim como ela tem. Mas o meu mundo, tem espaço para você como o dela tem. Mesmo que seus olhos nunca encontrem os meus, sou feliz por você estar presente no meu peito. As angústias estão ai para serem sentidas, mas se o amor é maior… aaaah! tudo vale a pena.

 

 

Beijos e queijos, Luana c.

Coluna da Luana

Eu me chamo Luana, e você?

Hello humans! Como vocês estão?

Estou aqui quebrando a sequência de textos da Nathy (que aliás, estão muito bons), para me apresentar e dizer o que vai rolar aqui no blog, na minha coluna.

Me chamo Luana Christal, tenho 21 anos e moro nos cafundós do Judas (sério, vocês não vão querer saber), tenho um imenso fascínio pelas palavras, embora somente agora eu estou me atrevendo à escrever.

Mas então, o que vai rolar de novo, Luana? Basicamente, textos e poemas de autoria própria (como eu disse, estou começando agora, por tanto não me julguem quando as narrações começarem a aparecer por aqui), entrelaçadas com algumas wishlists de livros, autores que eu conheça e queira compartilhar alguma obra dele com vocês e talvez, coisas mais aleatórias (claro que vou tentar não fugir muito da proposta do blog, mas a Nathy me deu a liberdade de postar sobre qualquer coisa).

Espero que eu consiga agradar ao público daqui. Postarei sempre que puder.

Pra quem quiser me acompanhar por esse mundão de redes sociais, é só me seguir lá no twitter e no tumblr.

Beijos e queijos,

Luana c.

PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 8: Recalling

 

 

Ainda sinto o cheiro do bolinho de chuva vindo da cozinha.

Ainda ouço o barulho da água, vindo do rio.

Ainda tenho as roupas manchadas de barro.

Ainda guardo as bonecas nas prateleiras.

Ainda tenho aquele primeiro ursinho que ganhei, surrado, velhinho.

Ainda sei pular corda e amarelinha.

Ainda escuto os vinis da turma do balão mágico.

Ainda rezo todas as noites antes de dormir, como minha mãe me ensinou.

Ainda guardo os cortes e colagens que fazia no maternal.

Ainda carrego as doces lembranças da minha infância dentro do peito.

Desafio 8: Infância

PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 7: Notas que decoram

 

Estava sentada no chão, a minha frente havia uma estante repleta de velharias. Aquele lugar me remetia ao passado, e eu não conseguia saber o porque dessa sensação. Ás horas foram passando e eu continuava ali, sentada, pernas cruzadas, olhando a estante e seus adereços, demorou um pouco ate eu avista-lo. Ele estava ali, quietinho, solitário em um dos muitos cantos empoeirados.  Curiosa como sou o peguei e o guardei na mochila. Sabia que não iria ouvi-lo tão cedo, pois não tinha em casa um aparelho que tocasse um disco de vinil, mais sabia que decoraria meu quarto, já sabia o canto certo onde iria pendurá-lo. Era como se ele estivesse esperando por mim e eu por ele, era o encontro perfeito. Pronto já podia ir embora, já havia conseguido mais um objeto para acrescentar a minha bagagem.

 

#Desafio 7: Um objeto inanimado

PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 5: Sereno

 

Da minha janela avistei o amor.

Ele era doce, puro, calmo.

Andava devagar, sem presa, sorria para todos que o cruzavam o caminho.

Quando me viu ele parou, sorriu, acenou e seguiu seu caminho.

Eu o observei dobrar a esquina até perdê-lo de vista, só depois decidi fechar as cortinas.

Queria ter certeza que ele havia deixado um pouquinho de si comigo, que sem querer me mostrou o caminho, me deu esperanças.

 

#Desafio 5: Pela sua janela hoje

PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 4: My Passion

 

Entrou sem pedir licença.

Invadiu, devastou, virou de cabeça para baixo.

Quando notei já era tarde demais, já estava envolvida, já estava encantada.

Tantas histórias, tantas lágrimas, sorrisos, angústias.

Todas essas sensações me arrebatavam quando você chegava.

E era a mesma intensidade, quando você ficava por minutos ou por horas.

Ainda conto os segundos para ir ao teu encontro.

Mas agora sou eu quem te devoro, você me pertence, me completa.

É tão gratificante chegar em casa e te encontrar lá, espalhado pela estante.

Vários títulos, vários tamanhos, várias cores.

Paixão é, não se contentar com o que se tem, é querer ter sempre mais e mais.

E é por isso eu os coleciono.

Porque quando bate aquela saudade  eu posso devora-lo novamente.

Posso desfrutar de suas páginas por anos e anos.

Calma meu amor, eu já estou chegando para folheá-lo por mais horas e horas.

 

Desafio 4: Sua Paixão

PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 3: You look fine?

 

Um dia comum, como qualquer outro, Valentina acordou ás 06:30h como de costume a voz de Ellie Golding ecoava pelo quarto. Ela apenas esticou o braço e desligou o alarme, virou para o outro lado se cobriu novamente e fechou os olhos na tentativa de dormir por mais de cinco minutinhos, não demorou nem três minutos para sua mãe entrar no quarto gritando.

– Acorda menina vai perder a hora de novo

– Acordei, acordei

A voz soou meio rouca, o sono a consumia. Esfregou o rosto e decidiu por fim enfrentar logo aquele dia. Foi direto procurar algo para vestir, optou pelo de sempre: Regata básica, jeans e all star. Separou o material da faculdade e seguiu para o banheiro.  Foi direto para o chuveiro, ignorando o espelho que a observava. Quando terminou de fazer sua higiene matinal, a menina o notou.

Ele estava ali no mesmo lugar de sempre, a observava meticulosamente, como se quisesse suga-la para si. Ela se assustou nunca tinha o visto desse jeito. O espelho refletia algo que ela nunca havia notado algo estava diferente, algo nela havia mudado. Mais o que? A menina continuou ali se olhando, tentando decifrar o indecifrável. Vai ver era só mais um dos devaneios de sua mente, não havia de ser nada. Por fim ela decidiu por ignorá-lo e seguiu para o quarto para terminar de se arrumar.

No decorrer do dia a menina ainda estava alerta,  por todos os lados ela acreditava que algo ou alguém a vigiava, como se estivessem seguindo seus passos desde cedo. Ela passou a ignorar os espelhos, eles a assustavam.  Ela começou a achar que poderia estar ficando louca, ou poderia ser apenas cansaço. Quando deu 18h00h ela correu para casa. Ufa!Havia sobrevivido a mais um dia de faculdade e estágio.

Quando chegou a casa sua mãe a esperava com sua comida favorita, fricassé de frango. Pronto o dia já havia melhorado apenas por este fato.

Mais tarde quando visitou novamente o banheiro, o espelho continuava lá, continuava observando-a.

– Mais que Droga

– Porque diabos você não para de me olhar, eu sei devo ser louca, por estar discutindo comigo mesma, mais poxa não estou me reconhecendo por esses traços, não consigo me enxergar. Vejo apenas uma menina vazia, sem expressão, olhos fundos, lábios pálidos. É assim que o mundo me enxerga? Apenas mais uma menina com dores e problemas? Apenas mais uma na estatística? Onde foi que me perdi? Por onde? Por quem?

Não houve resposta, não precisava. No fundo ela já sabia de tudo isso. Na realidade era só uma parte dela que havia se cansado de se esconder, ela queria mostrar a menina no que ela havia se tornado, em apenas alguém cheio de amarguras que se agarrava a rotina diária, para se proteger das frustrações e dos próprios medos, que não vivia de fato, que se anulava.

No dia seguinte Valentina não precisou de despertador, não precisou de cinco minutinhos. Ela correu para o armário, escolheu um vestido  floral  e ainda optou pelo all star, mais dessa vez resolveu arriscar passar um rímel e um gloss nos lábios. Passou pelo espelho, olhou para o seu reflexo, deu um sorriso e foi em fim viver a vida que merecia.

 

#Desafio 3: Espelho

PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 2: Sky

Um pouco cinza de um lado e um pouco azul do outro.
Alguns raios de luz em um canto e alguns raios no outro.
Poucos pássaros juntos e muitos outros sozinhos.
O sol se apresenta enquanto a lua se despede.
As nuvens cinzas se aglomeram sob o céu.
Os raios de luz se escondem atrás das nuvens.
Os pássaros agora já não fazem parte do cenário.
O sol desapareceu e a lua foi descansar de vez.
Escuro, sombrio, nebuloso.
O que era para ser um dia claro, se tornou escuro.
O que era para ser um dia alegre, se tornou melancólico.
O céu de hoje não quis me ver, não quis ser apreciado.
#Desafio2:  O céu de hoje
PHpoemaday

#PHpoemaday – Desafio 1: A Menina x A Mulher

 

A menina aparece na maior parte do tempo, doce, simples, impaciente, sonhadora.

A mulher ainda se esconde, orgulhosa, insegura, apaixonada, medrosa.

A menina se apega ao simples, gosta de coisas pequenas, uma tarde na praia e pipoca e um filme de animação a noite.

A mulher já é mais ousada, gosta de carinho, um bom livro de cabeceira vinho e boa companhia a noite.

A menina é do dia.

A mulher da noite.

E assim as duas ocupam seu espaço, cada uma com seu jeito, sem invadir o cantinho de uma ou de outra.

Elas se completam, enquanto uma tem medo a outra tem coragem, enquanto uma come um brigadeiro a outra pede tequila.

E assim eu me descrevo, sendo metade menina e metade mulher, ainda tem espaço para duas aqui em meu peito, ainda não consigo decidir com qual devo seguir.

Acredito que as levarei comigo para sempre, como se fosse as minhas metades da laranja

#Desafio1: Auto-retrato