Devaneios da Nathy

Desabafo

Desabafo

Vivo 24 horas por dia com palavras presas na garganta, e sei que isso não vale a pena. Digo, reter palavras. Não vale a pena guardar só pra você aquilo que você morre de vontade de falar. Por exemplo, morro de vontade de falar de mim. Dos meus gostos, das minhas manias, dos meus hábitos. Super ego? Quem me dera. É que eu sou um tanto embaralhada. Guardo as coisas tanto tempo, me guardo em mim mesma tanto, que quando escapo, escapo aos gritos. Talvez essa não seja uma peculiaridade minha, mas é como me sinto. Não sei falar de rock sem brilho nos olhos, e esquento a cabeça quando me vem algum filho da mãe dizer que rock é horrivel. Não sei citar os livros que já li sem me sentir presunçosa. Desculpem, sei que é uma coisa idiota se gabar por já ter lido, mas eu sou assim. Amo livro, amo cheiro de livro, fico feliz em poder segurar um livro – e estou ciente do quanto isso soa maníaco. Vivo dizendo pra mim mesma que preciso ser mais paciente. Não sei ter calma com gente arrogante, metida, cara de pau. Perco a cabeça e acabo falando sem pensar. Aliás, sou levada pelo impulso. Falo sem pensar quase sempre. Mas seguro a língua quando converso com um amigo. Nem sempre consigo, mas tento. Se possível saio do msn e deixo a pessoa conversando sozinha, só pra não ter que tratar mal. Mas não me orgulho disso. Bom mesmo seria se eu continuasse lá, escutando e rindo como se nada estivesse acontecendo. Mas não dá, sabe? Ás vezes a cabeça pesa e você não consegue se concentrar. Você fica mal, se sentindo um lixo por não ter conseguido manter um diálogo, mas no fim percebe que foi melhor assim. E que isso é bem normal. Não dar conta é normal, mesmo pra mim que sou tão bizarra. O problema é que nem todo mundo se dá tão bem com a impotência. Muitos gostam de fingir que têm super poderes, e forçam um sorriso bonitinho. Sabe, isso não me deixa melhor. Não sei se porque detesto falsidade, ou porque não gosto de me sentir assim: deslocada. Um peixe fora d’água. É assim que me sinto quando sobem num palco e dramatizam ser perfeito. Chega, vocês não percebem? Não são bons em dramatizar! São horríveis, com algumas poucas excessões. Talvez eu seja suspeita pra falar, já que essa atitude me afeta demais, mas sabe, dane-se. Eu sempre aguentei firme, mas não dá. Não dá pra viver “eternamente” de aparências. É um s-a-c-o. Eu admito que não sei ser politicamente correta, e muito menos sei ser meiga. Aliás, eu não sei ser meiga mesmo, e ainda acho um engraçadinho de vez em quando pra dizer que isso é meigo. E sei dos efeitos colaterais. Sei como gente como eu sofre na vida, onde é preciso aguentar patrão, parente e mais uma renca de gente mal-comida. Mas eu vou mudando isso aos pouquinhos. Só precisava me colocar um pouco no papel. Guardar demais essas coisas me sufoca. Me sufoca ser eu mesma calada. Preciso gritar, e aproveitar que ainda não tenho que aturar ninguém além de alguns colegas indesejados.

TEXTO POR: Juliana Nery

Devaneios da Nathy

Amor não é faz de conta não menina!

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Entenda uma coisa pequena, o que você lê  nos livros não é a verdade nua e crua não, é uma verdade sim, mais um pouco mascarada, as vezes há invenções no meio de toda a história. Você não tem que seguir e acreditar em tudo que lê, você tem que aprender a viver com o que tá escrito. Tente entender as palavras antes de querer pegá-las para si menina. O amor não é fácil não, e as vezes não há final feliz, você só precisa acreditar e aprender com as lições que ele tenta te ensinar. Amor não é faz de conta não menina, é faz acontecer!
– Nathalya Monteiro

Devaneios da Nathy

A falta

A falta

“Me deu saudade, uma saudade tão grande, tão forte …
Uma saudade de algo que eu desconheço, de algo que não vivi, mais que faz tanta mais tanta falta …

Me vi vazia, olhei para dentro e não enxerguei absolutamente nada …
Apenas mais um corpo, pesando, ocupando espaço …

Na verdade eu to sentindo falta de algo que eu não sou …”

(Nathalya Monteiro)

Devaneios da Nathy

Sky’s the limit

Sky's the limit

Não há limites, não há barreiras, não há inimigos.
Não há nada que te impeça de ser feliz, a não ser você mesmo.
Sim você! Somente você pode se limitar, somente você tem o poder, de não querer, e é assim que as coisas não funcionam, porque antes mesmo de tentar, você já desistiu, já se diminuiu. Corra atrás, siga em frente, você é capaz sim. Alcance seus desejos, realize seu sonhos, e aí quando chegar ao fim, estará feliz, terá valido a pena!

– Nathalya Monteiro

Devaneios da Nathy

História …


Eu já li muitas histórias em todos esses anos, mais sempre tem aquela que nos interessa mais, aquela que nos completa, aquela que vemos como se fosse a nossa. Eu encontrei essa história escondida debaixo do tapete de um quarto escuro, um lugar aonde ninguém iria encontra-lá. Terrível engano de quem a escreveu, porque eu a achei, e a li como se fossem as últimas palavras que iria ver antes de partir, li de coração aberto, li para amenizar a dor.

“Engole o choro menina o mundo não acabou foi só uma queda, coloca um curativo nessa ferida. Eu sei que o quanto doí, mais como qualquer outra dor ela passa. Vai demorar um tempo eu sei, porque eu sinto as mesmas dores que você, acredite. Talvez você nunca tenha percebido antes mais toda essa angústia  que anda continuamente contigo, faz parte de mim. Sim menina eu também tenho mágoas e tristeza cravadas em meu íntimo. Você não vai morrer, não agora não por isso. O tombo foi grande, eu vi, presenciei a sua queda, não pude ajudar, me desculpe, mais certas coisas só você pode fazer. É você que tem que levantar sozinha sem se apoiar em nada e nem em ninguém. Vai dar uma volta pequena, começa a olhar a vida com outros olhos, procure sorrir. O seu sorriso ilumina os dias escuros, ele tem a sintonia perfeita com os raios solares.  Percebeu que ainda há chances? Que ainda existe força? Vamos lá pequena, levanta daí, lava esse rosto e mostra tua coragem, mostra ao mundo que ainda há esperança. Desculpa não poder me apresentar, mais no fundo você sabe quem eu sou, e irá lembrar de todas essas palavras como se fossem um deja-vú. Se cuida menina, e eu estarei aqui com você a cada respiração, estaremos sincronizadas para sempre”

Depois de ler e reler milhões de vezes todas essas palavras escritas por alguém misteriosamente, eu percebi, eu enxerguei a verdade que sempre esteve a minha frente. Não era ninguém, era apenas o meu próprio coração clamando em voz alta para que eu voltasse para ele. E foi por ele que eu levantei, vesti o melhor vestido que havia em meu armário e fui viver mais dessa vez olhando para frente, sem medo de novas quedas, aberta para novas descobertas.

– Nathalya Monteiro

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